Depois de alguns meses em um longo processo seletivo, finalmente já posso compartilhar essa boa notícia com vocês. Boa notícia para mim pelo menos. Hoje, dia 15 de outubro 2007 foi meu primeiro dia como IBMista no prédio da rua Tutóia. Não, eu não desisti do Kernel do Windows para programar Java nem vou programar ABAP. O negócio é o de sempre, tela azul mesmo.
Como você aprendeu isso?

Essa é uma pergunta que várias pessoas já me fizeram. Parece brincadeira, mas parece que as coisas têm contribuído naturalmente para o meu desenvolvimento profissional como programador Kernel para Windows. Quando eu era estagiário na Provectus, comecei a ler o livro “Desvendando o Windows NT” por puro hobby, sem a menor esperança de um dia poder trabalhar com as coisas abordadas por aquela literatura, afinal de contas, ter o privilégio de trabalhar em uma empresa de desenvolvimento de hardware no Brasil seria como ganhar na loteria. Bom, meu estágio como programador C foi em uma empresa que desenvolvia seu próprio hardware. Sorte talvez. Quando menos esperei, lá estava eu programando serviços para Windows NT, utilizando memória compartilhada e até um device driver apareceu pra eu dar uma olhada. Como eu já sabia alguma coisa de MFC e Win32 API, o que me atraía mesmo era o desenvolvimento em Kernel Mode. Mais uma vez por hobby, comecei a ler a respeito, sem esperanças devo dizer, apenas por prazer mesmo. É, desta vez o resultado foi contrário e fui trabalhar em uma empresa de compra e venda de ações da bolsa de valores para desenvolver compotentes COM+ em c++. Um ano foi o bastante para aprender o suficiente de ASP, SQL e Java para saber que não era aquilo que eu queria para mim. Felizmente o destino me trouxe a SCUA. Eu nem sabia que eles faziam drivers para Windows. Foi durante uma entrevista para fazer parte do time de aplicações que descobri que havia um time de drivers. Enfim, adivinha em qual time fui parar depois de um tempo. Lá tive contato com profissionais da área, muitos livros, listas de discussão e principalmente a oportunidade de por em prática o que eu aprendia nos livros. Depois veio a Tempest e com ela as chances de fazer um treinamento de File System Drivers em uma das maiores autoridades no assunto. Em seguida um amigo me indicou na IBM, e depois de duas entrevistas no prédio da rua Tutóia e uma entrevista técnica por telefone com o time dos Estados Unidos, bem aqui estou eu. Vou trabalhar no time de desenvolvimento do MVFS para Windows.
Um dos pontos que mais me anima nesta nova empreitada é a oportunidade de trabalhar com pessoas altamente qualificadas no assunto e poder aprender muito com um time que envolve minimamente americanos, indianos, e agora mais um brasileiro.
Meu primeiro dia de IBM foi cheio de palestras. Inicialmente sobre a história da IBM, e as outras foram mais sobre os vários procedimentos internos que uma empresa deste porte exige.
Inté mais…
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