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Mais um Engenheiro à solta

27 de November de 2009

Ufa! Quarta-feira passada foi minha última prova da universidade. Parece mentira mas finalmente o curso de Engenharia da Computação chegou ao fim. Ainda temos que entregar uma papelada do projeto de conclusão de curso, mas são apenas papéis. Acabaram as provas, os trabalhos, os relatórios e agora um baita peso começa a sair das minhas costas à medida que as notas vão sendo liberadas no site da universidade. Quem me segue no Twitter teve uma idéia da correria que tem sido. Esse ano foi especialmente apertado por conta das dependêcias que tive que cursar, do estágio que tive que fazer, e por fim, do projeto de formatura que tivemos que apresentar.

O projeto foi o maior responsável pela minha ausência no blog, foram muitos testes, sustos, sensores queimados, apresentações e feiras.

Pera aí! Você disse sensores queimados?

Isso mesmo. Murphy pode ser considerado um integrante do nosso grupo já que esteve sempre presente no desenvolvimento do projeto. Nas vésperas da apresentação para a banca avaliadora, um mal contato nos reguladores de tensão, originado pela trepidação do motor do helimodelo, fez com que quase tudo se queimasse. Foi um desespero geral, já que os sensores eram importados. Sem falar da grana que teríamos que desembolsar, ainda teríamos que aguardar a entrega que ocorre em média em duas semanas. Nesse momento Murphy nos deu uma trégua. Particularmente acho que ele ficou com pena de nós. Digo isso porque no dia seguinte encontramos uma revenda de sensores similares aos que estávamos usando no projeto aqui em Santo André (cidade onde moro). Quando entramos em contato com a revenda, descobrimos que eles tinham os sensores em estoque. Inacreditável não?

Depois da apresentação que fizemos para a banca avaliadora, ainda fomos convidados a participar da apresentação de gala da universidade, onde os melhores projetos do ano foram exibidos.


Também ficamos em segundo lugar no concurso “Melhor Aplicação Acadêmica Baseada em PC” promovido pela National Instruments, e com isso fomos convidados a expor nosso trabalho no stand da National no ISA Show 2009. O mais legal é que o primeiro lugar deste concurso foi conquistado por um grupo também da minha sala na Universidade São Judas Tadeu. Isso evidenciou que além de ficarmos na frente de várias outras universidades, mostrou que nossa sala né brinquedo não.

A National Instruments produziu este vídeo explicativo onde eu falo sobre a idéia básica do projeto. O vídeo foi feito na chácara de um dos componentes do grupo, onde ficamos internados nas últimas semanas antes das apresentações finais.

Este é apenas um post de “Ei, estou voltando do coma!”. Agora vou parar de falar sobre o projeto e voltar a falar sobre o que realmente interessa: “Telas Azuis da Morte”. O meu grande dilema agora é se devo também comentar algo sobre firmware e hardware. Desenvolvi muitas atividades com software embarcado não só durante a produção do projeto.

Durante o projeto, sobretudo desenvolvendo protocolo USB em um 8051 utilizando o Keil, além de ler sensores e trabalhar com barramentos em um PIC utilizando o compilador C18 no MPLAB.

Além disso, tive a oportunidade de contribuir no desenvolvimento de um projeto do IPEI. O hardware deste projeto mede os resultados de uma máquina de tração e os envia a um computador via USB. Contribui no desenvolvimento do firmware PIC implementando o protocolo HID mais uma vez utilizando o MPLAB.

Por último e não menos importante, também contribui no desenvolvimento de firmware FreeScale durante meu estágio na Commodity. Este firmware também lida com protocolo USB, e conta com o auxílio de um chip que dispoê desta interface, já que o DSP que compunha a solução não o fazia. Desta vez tive que utilizar o Code Warrior no desenvolvimento, e revivi o tempo em que trabalhei na Provectus desenvolvendo um Bootloader para a atualização do próprio firmware via rede 485, só que dessa vez foi através da USB.


Tanta interação com a USB de ambos os lados do cabo é principalmente fruto dos conhecimentos adquiridos com o livro “USB Complete” de Jan Alexlson. Não me lembro se já comentei sobre esse livro aqui antes, mas vale a pena falar dele principalmente sobre do ponto de vista eletrônico/firmware. O livro é simplesmente ótimo, mas diz não cobrir o desenvolvimento de drivers para USB pois tal assunto daria um livro à parte. Com isso ele indica um velho conhecido nosso, o “Programming the Windows Driver Model” de Walter Oney.

De qualquer forma, aguardem por reformas neste blog. Durante muito tempo tenho trabalhado no limite para conseguir postar e ainda dar conta de todo o resto. Agora meu tempo extra me permitirá fazer posts com mais frequência e finalmente montar turmas abertas do Curso de Drivers para Windows.

Como alguns de vocês já sabem, mantenho uma lista de interessados no curso e que serão notificados por e-mail quando as turmas forem abertas. Independente disso, gostaria de receber e-mails sobre preferências de horários e especialidades, tais como WDM/KMFD/UMDF/File Systems ou ainda sobre ênfase em USB/PCI.

É isso aí. Para um post que não tinha nada a dizer, até que esse disse muito.
Até breve!